Leptospirose: Transmissão, Diagnostico, Prevenção e Profilaxia.



Veja a transmissão, diagnóstico, prevenção e profilaxia da Leptospirose. Veja que pode matar.

O que é

É também conhecida como mal de Adolf Weil (em homenagem ao homem que primeiro relatou o agente causador e mais detalhes sobre a doença).

É uma bacteriose, ou seja, uma doença causada por bactéria, a Leptospira.

Essa doença acomete os humanos mas também outros animais.

A doença pode ser classificada em dois quadros distintos.

O primeiro deles chama-se forma anictérica da leptospirose, forma mais comum e branda da doença.

Nessa forma da doença, o paciente não apresenta o aspecto amarelado da pele.

O prognóstico dessa forma da doença é extremamente positivo e os sintomas são limitados.

Já a segunda forma da doença chamada de forma ictérica em referência ao amarelamento da pele do paciente, é proporcionalmente mais perigosa e inclui o risco de morte do paciente, de acordo com a gravidade do caso e as individualidades.

Felizmente, a forma ictérica da doença acomete apenas 10% dos diagnosticados com esta doença.

Transmissão

A bactéria é transmitida principalmente pelo contato do humano com a urina de animais infectados, principalmente ratos.

Ainda sim, esta doença também ocorre em cães (a chamada forma canina da doença) , em bovinos e suínos e pode ser contraída com o contato com esses animais infectados.

Esse contato se dá, por exemplo, através da ingestão de água ou outros alimentos contaminados com a urina do animal que possui a bactéria.

Ainda sim, nota-se que a ingestão de água e alimentos contaminados com a bactéria não são as únicas formas de contrair a doença.

Em países tropicais, nos quais frequentemente ocorrem tempestades e enchentes, há uma grande preocupação com a transmissão de leptospirose. Com a chuva, naturalmente a água acaba diluindo a urina de roedores possivelmente infectados.

O contato com essa água, por exemplo, através de um corte no pé pode claramente desencadear o processo infeccioso.

O risco de contágio pelo contato com a água não se restringe às enchentes, mas também reservatórios naturais de água como lagos e lagoas.

Deste modo, mostram-se como medidas eficazes na prevenção desta doença a higienização correta de alimentos a serem consumidos (lavagem dos alimentos com hipoclorito ativo) e fervura da água.

Recomenda-se também que se evite andar nas enxurradas formadas pelas enchentes, visto que há risco de contaminação.

Caso seja necessário andar pela água, aconselha-se o uso de botas de borracha para evitar o contato direto do corpo com a água.



Por fim, deve-se evitar entrar em reservatórios de água sabidamente contaminados.

Sintomas da Leptospirose

Como previamente citado, a doença possui duas formas específicas e bem determinadas.

Cada forma apresentará uma variedade de sintomas, que variam em grau de intensidade e quantidade.

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Assim, existem pacientes que apesar de diagnosticados esta doença permanecem sem sintomas evidentes e pacientes que sofrem severamente com os sintomas, inclusive com risco de morte.

Os sintomas típicos do tipo anictérica envolvem febre alta (sintoma típico de um processo infeccioso), dor muscular (em geral centralizadas nas pernas e nas costas), falta de apetite,tosse e vermelhidão nos olhos.

Alguns sintomas atípicos também podem ser notados, como por exemplo conjuntivite e erupções na pele.

Na forma grave da doença(forma anictérica) podem haver complicações sérias, como falência dos rins e consequente insuficiência renal, amarelamento dos olhos e da pele e hemorragias.

Tratamento da Leptospirose

De início, deve-se ressaltar que o diagnóstico é extremamente difícil, visto que os sintomas desencadeados pela Leptospira são comuns também a uma vasta lista de outras doenças, como a própria dengue, que também causa febre alta, dores pelo corpo e irritação nos olhos, além de possíveis hemorragias na forma hemorrágica da doença.

Por ser uma bacteriose, o tratamento é feito com a administração de antibióticos específicos como a penicilina e estreptomicina.

Esta última é extremamente eficaz, pois atua principalmente nos rins impedindo que a bactéria esteja presente na urina, inviabilizando sua transmissão.

Prognóstico

Estatisticamente, aproximadamente 90% dos diagnosticados com leptospirose reagem bem ao tratamento e o prognóstico é extremamente positivo, com a extinção da doença e de seus sinais.

No entanto, 10% dos pacientes apresentam complicações seríssimas que exigem acompanhamento e intervenção médica de urgência.

Nesse caso o prognóstico é incerto, devendo levar em conta as particularidades do organismo de cada paciente.

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