Sarampo: Causas da Transmissão, Prevenção e Vacina. Coça?



Veja as causas da transmissão e prevenção do Sarampo com imagens. Será que coça?

O que é

É uma doença cujo agente causador da enfermidade é da família Paramyxoviridae (classe de vírus que são transmitidos por espirro ou tosse) e pertence ao gênero Morbillivirus.

Por esse motivo, a doença se enquadra na categoria das infecto-contagiosas, sendo altamente transmissível de indivíduo para indivíduo.

Esse vírus possui uma característica específica e bastante curiosa: ele promove a fusão das células doentes formando células gigantes.

O  tamanho da célula acaba facilitando a circulação do vírus pelo corpo, de modo a auxiliar em sua instalação e disseminação da infecção no corpo. 

Ainda sim, o tamanho exagerado (quando em comparação ao tamanho das demais células constituintes do organismo) faz com que os anticorpos tenham dificuldade para reconhecer a estrutura do vírus, tornando os mecanismos do sistema imunológico insuficientes para conter o avanço do processo infeccioso.

A doença é uma das principais causas de mortalidade de crianças nos países subdesenvolvidos.

Transmissão do Sarampo

O vírus é transmitido facilmente pelas partículas e gotículas contaminadas e expelidas, por exemplo, durante uma crise de tosse ou espirros.

Por esse motivo, rotula-se de doença infecto-contagiosa.

O beijo, contato com fluidos do nariz e compartilhamento de objetos pessoais como talheres com doentes pode transmitir a doença.

O período no qual o vírus se instala no corpo e se multiplica dura aproximadamente 9 dias.

A transmissão acontece nesse período, que dura de 2 a 4 dias antes do aparecimento das erupções cutâneas (sintoma característico) até 5 dias depois do aparecimento destas.

Portanto, após o aparecimento das manchas, recomenda-se o isolamento por aproximadamente 5 dias, para que o risco de transmissão do vírus se torne suficientemente pequeno.

Sintomas do Sarampo

A doença possui 3 estágios que configuram manifestação de diferentes sintomas.

No primeiro estágio, o chamado período prodrômico, os sintomas se assemelham a uma gripe, com febre alta, mal estar,fotofobia, conjuntivite, dor de garganta e tosse, possivelmente com catarro.

Posteriormente,no período conhecido como exantemático, há uma piora considerável na intensidade e gravidade dos sintomas:aparecem as erupções cutâneas características da doença, que surgem primeiro na região da cabeça e depois se espalham por todo o corpo, há um quadro associado de faringite (inflamação da faringe) e rouquidão.

Existe nesse período elevada produção de muco pulmonar.



A terceira fase da doença é conhecida como período descamativo,que como o próprio nome sugere, é o estágio que corresponde ao escurecimento das manchas e sua descamação.

Surgem possíveis complicações, como pneumonia, diarreia e conjuntivite aguda.

periodo de vulnerabilidade remissao exantema autolimitada

A persistência da doença pode desencadear PESS – Panencefalite esclerosante subaguda, uma doença neurológica degenerativa rara e grave, que leva à progressiva degeneração do sistema nervoso, causando alterações no humor, dificuldades intelectuais, tetraplegia e morte.

Tratamento do Sarampo

O diagnóstico pode ser feito a partir de um hemograma que identifique no sangue anticorpos específicos que conhecidamente combatem o seu vírus.

Deve haver um cuidado para diferenciá-lo das doenças que provocam também erupções na pele,como dengue, rubéola e catapora.

O paciente deve procurar repousar, manter-se hidratado, tomar remédios destinados para diminuição da temperatura corporal caso haja febre, limpar os olhos para evitar conjuntivite e evitar coçar as erupções, para que não se tornem mais graves e que não deixem marcas definitivas na pele.

A desidratação possivelmente causada pela diarreia pode ser tratada pelo consumo de soro.

Prevenção contra o Sarampo

A principal forma de prevenção da doença é a vacina.

A vacina tomada é a mesma aplicada para outras doenças virais, como a rubéola e a caxumba.

Juntas, as 3 vacinas formam a vacina Tríplice Viral (SCR, em referência ao sarampo, caxumba e rubéola).

A vacina reduziu drasticamente o número de infectados com a doença. 

No entanto, países subdesenvolvidos podem carecer da vacina.

Nesse caso, recomenda-se evitar a aglomeração se houver conhecimento de que existe uma pessoa doente nesse meio e que os doentes permaneçam de repouso em casa, para que não haja risco de transmissão da doença.

O método de vacinação também se mostrou eficaz no controle de outras doenças causadas por vírus, como a varíola (cuja forma de transmissão urbana foi erradicada no Brasil, em vista da eficiência das campanhas de vacinação) e a febre amarela.

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