Embolia Pulmonar: Pós-Parto, Arterial e Cerebral Pode Matar?



Veja se a Embolia Pulmonar pós-cirurgia, pós-parto, arterial e cerebral tem sequelas e pode matar.

O que é

Também conhecida como tromboembolismo pulmonar (TEP), é uma doença que acomete os pulmões e é causada por obstrução da artéria pulmonar (vaso sanguíneo responsável por levar sangue venoso do coração para o pulmão, onde ocorrerá o processo de troca gasosa-hematose) ou de alguma de suas ramificações.

Esse bloqueio é originado em geral por um trombo venoso.

O trombo pode ser descrito como uma porção de sangue coagulado, que após formado (em geral nas veias dos membros inferiores) circula pelo corpo através do sistema circulatório, podendo provocar o entupimento de algum vaso sanguíneo estreito que não permita a passagem do trombo.

Quando esse vaso é a artéria pulmonar, caracteriza-se o diagnóstico de embolia pulmonar.

Vale ressaltar que a obstrução da artéria pulmonar pode não só ser causada por trombos de sangue, mas também por gordura acumulada nas artérias (embolia gordurosa) ou bolhas gasosas(embolia gasosa).

Fatores de risco

Existe uma série de fatores que podem aumentar a probabilidade de uma pessoa manifestar a embolia pulmonar.

De início, sabe-se que há uma relação entre a ocorrência da doença e a herança genética.

Dessa forma, pessoas que tem na família casos diagnosticados tem maiores chances de desenvolver a doença.

São também fatores de risco doenças ligadas ao sistema circulatório como hipertensão e problemas cardíacos.

O repouso durante tempo prolongado também é um fator de risco, pois a falta de movimentação, principalmente dos membros inferiores, favorece a formação de coágulos sanguíneos de forma a aumentar o risco desta doença.

Portanto, pessoas que tenham que repousar durante muito tempo após uma cirurgia, pessoas que trabalham sentadas durante longas jornadas e pessoas que realizam vôos longos com frequência, por exemplo, tem maiores chances de desenvolver a doença.

Associam-se também à maior chance de ocorrência de embolia pulmonar hábitos como fumo, a obesidade , uso de pílulas anticoncepcionais e gravidez.

Sintomas da Embolia Pulmonar

Os sintomas manifestados variam em intensidade e localização, de acordo com as particularidades da doença em cada paciente.

Os sinais mais comuns são chiado e dor no peito, sensação de queimação no tórax, piora da dor quando realizados os movimentos de respiração funda, tosse e curvamento do corpo, tosse com escarro de sangue e frequência cardíaca alta.



Alguns outros sintomas podem ser manifestados, como baixa pressão sanguínea, tontura,aspecto azulado da pele e  falta de ar.

Ao perceber qualquer um dos sintomas, levando em conta os fatores de risco, procure um médico.

A evolução da doença ocorre de maneira rápida, e suas complicações são extremamente graves.

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Os sintomas da doença são bastante semelhantes aos sintomas de outras doenças que atingem o pulmão, como derrame pleural (conhecido popularmente como ” água no pulmão”), enfisema pulmonar(doença degenerativa dos pulmões causada principalmente pelo tabagismo)  e edema pulmonar(acúmulo de fluidos nos pulmões que dificultam as trocas gasosas).

Portanto, evite o autodiagnóstico e automedicação.

Em caso de dúvidas, sempre procure um médico especialista.

Tratamento da Embolia Pulmonar

O diagnóstico é feito através de exames clínicos.

Pode-se solicitar, por exemplo, o teste do dímero D, um exame feito a partir da análise sanguínea que testa o nível de coágulos no sangue.

Se esse nível está acima do nível terapêutico, existem trombos incomuns circulando pelo corpo e o caso requer maior investigação, como por exemplo exames de diagnóstico por imagem da região do tórax e dos membros inferiores na tentativa de identificar a localização dos coágulos.

O tratamento tenta diminuir os efeitos da doença no corpo.

São tomadas medidas para que se torne proporcionalmente melhor a eficiência da circulação e consequentemente haja aumento da oxigenação do sangue.

Associa-se ao tratamento o uso de fármacos com propriedades anticoagulantes, para que se evite a formação de novos coágulos e para que haja a dissolução dos coágulos existentes, desobstruindo as artérias bloqueadas.

Esta doença tem cura, mas requer cuidados ambulatoriais e médicos específicos com rapidez pois é grave.

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Quando diagnosticada e tratada com eficiência, a embolia em geral não deixa sequelas.

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