Diabetes: Causas e Tipos como o Tipo 2. Tem Tratamento?



Veja as causas e tipos de Diabetes como a pré e o tipo 2. Veja qual alimentação recomendada.

É uma doença já antiga e que até hoje, pessoas que tem essa doença, ou algum caso na família, evita se falar, por haver um certo tabu ao torno dela.

No entanto, apesar de ser uma doença letal que causa muitos prejuízos ao corpo, afetando principalmente órgãos internos, já é mais que hora desses tabus serem quebrados, pois ainda é possível ter uma vida normal e produtiva, quando se é diagnosticada desde cedo.

É uma doença que muitos dizem ser hereditária, ou seja, que para uma pessoa possa ter o tipo Mellitus, precisa ter casos na família, onde o pai ou a mãe, avô, avó, bisavós, a tinham herdado pela genética, onde se passa de geração a geração, podendo se manifestar ou não numa pessoa que tenha herdado essa mesma genética.

No entanto, acreditamos que é preciso se aprofundar ainda mais na pesquisa sobre a doença, pois conheci um caso de uma pessoa que me pediu para não revelar o nome, devido ao tabu de uma determinada família, onde uma jovem de dezessete anos a manifestou do tipo 1. Os médicos fizeram um estudo minucioso de sua família, chegando até seus tataravós, tanto por parte de pai e mãe, vendo ainda históricos de tios e primos, mas que não foi encontrado nenhum traço da doença.

Pode-se dizer que noventa por cento dos casos são por hereditariedade, ou seja, por já haver na genética na família, mesmo dando intervalos de gerações, mas devido a uma grande epidemia de casos.

É hora da classe científica, que não são todos, mas uma boa parte, rever esses conceitos de se desenvolver a doença, pois devido à mudança de vida cotidiana das pessoas, alimentação cada vez mais desreguladas e com alto consumo de produtos industrializados, se tornou uma doença mundial comum.

O que é a diabetes mellitus?

Acontece, quando o pâncreas não produz insulina o suficiente, ou até mesmo deixa de produzir, causando o acúmulo de glicose no sangue, que não é metabolizado pelo mesmo.

Não existe faixa etária determinante para o aparecimento desta doença, podendo afetar, desde uma criança recém- nascida, até um idoso.

O que existe, são grupos específicos desta doença, sendo classificados como pré-diabetes, tipo 1, tipo 2, gestacional e outros casos raros da enfermidade.

Pré-diabetes

É quando a produção de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, não é o suficiente para o metabolismo de açúcar (glicose) ingerido e que acaba se acumulando no sangue, ou quando a produção de insulina é o suficiente, mas não consegue quebrar as moléculas da glicose, para transformá-las em energia, fazendo que a mesma continue circulando no sangue.

Geralmente, a pré-diabetes ocorre associada a alimentação errada, consumo excessivo de alimentos gordurosos, ricos em carboidratos e a obesidade, onde além de causar descontrole de colesterol no sangue, podendo causar problemas cardíacos crônicos, como entupimento das artérias principais e hipertensão, os primeiros sintomas da pré-diabetes, aparecem, sendo o início para se ter uma do tipo 2.

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Tipo 1

É quando o sistema imunológico ataca as células Beta, com os próprios anticorpos (IA-2, IAAs, ICA e GAD) produzidos pelo corpo e que levam o pâncreas a falência, deixando de produzir por completo a insulina.

Esse caso é hereditário e atinge mais crianças e adolescentes, mas em alguns casos raros, pode aparecer na faze adulta.

Podendo surgir ainda, associada com uma virose adquirida e que desencadeia esta doença, que geneticamente foi herdada pelo indivíduo.

Tipo 2

É quando a produção de insulina não está sendo capaz de quebrar a glicose e há um aumento na produção de insulina, para poder controlar, o que caracteriza resistência à insulina.

Quando já não se consegue o metabolismo da glicose através da insulina produzida pelo pâncreas, ou sua produção cai por deficiência do pâncreas, surge a do tipo 2, sendo mais comum em pessoas a partir dos quarenta em diante, mas que hoje, vem assustando médicos, por ter um grande aumento desse tipo em crianças e adolescentes.

Ela está associada à obesidade e a uma alimentação totalmente carregada de gordura, açúcar, carboidratos e proteínas em excesso.

Gestacional

É quando a mulher, ao engravidar, cria uma resistência a carboidratos de várias classificações, fazendo que a glicose seja resistente a insulina.

Ela pode permanecer depois da gestação, ou ser passageira, depois do parto.

Esse tipo geralmente aparece em mulheres que tem histórico familiar desta doença, tem sobrepeso, tem ovários policísticos, hipertensão arterial crônica, tem mais de 35 anos, anomalia fetal no seu desenvolvimento durante a gestação e casos de gravidez de risco, ou de abortos espontâneos anteriores.

Por isso que o acompanhamento médico é muito mais importante para uma gestante, pois se torna uma gravidez de alto risco.



Casos raros de outros tipos de diabetes

Ainda, existem outros tipos, ligados a uma má formação genética como, hemocromatose, pancreatite, pancreatite, defeito genético na célula beta, conhecida como MODY 1, 2 e 3, outros na parte endócrina como acromegalia, hipertireoidismo e Síndrome de Crushing.

Mas que ainda pode ser causado pelo uso de medicamentos à base de corticoide, por exemplo.

Sintomas

No caso do tipo 1, os sintomas são, aumento na ingestão de água, desejo constante de comer doces, tendo vontade de urinar mais vezes, alteração visual, dores nas pernas, emagrecimento rápido, inchaço, fome constante, fraqueza e sonolência.

Em casos que não se tem o diagnóstico precoce, pode passar para um quadro mais crônico, onde se tem vômitos constantes, desidratação severa, dificuldade respiratória e até mesmo entrar em coma, que é chamado de Cetoacidose Diabética e que a internação é precisa para tratar.

Nos casos do tipo 2 e gestacional, além de outras causadas por medicamento, ou por algum outro problema genético, os sintomas são, aumento na ingestão de água, tendo vontade de urinar mais vezes, alteração visual, dores nas pernas e inchaço.

O que pode causar quando não tratada?

A diabetes, quando não tratada, pode causar deficiência em outros órgãos, como problemas cardiovasculares, incluindo hipertensão, falência renal, catarata na visão, além de falência múltipla nos órgãos, caso esteja em um estágio muito avançado e a não cicatrização de ferimentos simples, como cortes pequenos. Ainda existem outros problemas que pode causar, mas que são mais difíceis de acontecer, mas os mais comuns, são esses listados acima.

Porque alguns médicos dizem que além da hiperglicemia, o diabético pode ter hipoglicemia?

Para entender melhor, vamos explicar o que é hiperglicemia e o que é hipoglicemia.

Hiperglicemia

É quando há uma grande concentração de glicose no sangue e que não é metabolizado pelo organismo.

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Hipoglicemia

É quando há uma ausência total de glicose no sangue.

Apesar de um diabético ter altas taxas de glicose no sangue, ele não pode cortar por completo o consumo de carboidrato, ou açúcar, mesmo o que tem que tomar insulina, pois a total ausência de glicose no sangue, pode causar uma queda brusca de pressão arterial, podendo causar desmaios, paradas cardíacas, ou cardiorrespiratórias, além de poder levar ao coma e até a morte.

A hipoglicemia, pode tanto acontecer com a não ingestão de carboidratos ou açúcar, como também por uma alta dosagem de insulina tomada pelo paciente.

Por isso, é muito importante o acompanhamento médico, com exames periódicos, para que se estabeleça uma dieta alimentar correta e no caso de ter que tomar insulina, poder se estabelecer uma dosagem correta.

É muito importante também, um diabético manter em sua bolsa, quando estiver na rua, ou em algum lugar da casa, ao menos uma bala, para caso a glicemia baixe demais, se consuma no mesmo momento para estabilizar a glicemia e poder ir a uma emergência o mais rápido possível.

Como saber se tem

No caso das gestantes, assim que se começa o pré natal, o próprio médico pede um exame de glicemia no terceiro mês, mas em caso de se ter algum histórico familiar de diabetes, ou algum histórico pessoal de gestações anteriores, que gerou alguma complicação, é pedido logo no primeiro mês.

Em outros casos, pessoas que tem histórico familiar, sendo do tipo 1, tipo 2, ou por ter algum problema genético, como citados acima das mais raras, ou estão acima do peso, podem fazer o exame de glicemia periodicamente, com acompanhamento médico, para saber se está desenvolvendo ou não a diabetes e tratar logo no início.

Como tratar

Caso seja diagnosticado, além do clínico, um endocrinologista e um nutricionista, irão avaliar o seu quadro, onde sendo do tipo 1, além de uma alimentação mais adequada e de exercícios físicos que se pode fazer, irão passar a dosagem certa de insulina, onde será pelo resto da vida.

Nos outros casos, terá uma recomendação adequada de alimentação e exercícios físicos, para o controle da doença.

Ainda, passará a ter uma avaliação periódica, para poder saber como está evoluindo.

Além da parte médica, já existem alguns tipos de associação como a Sociedade Brasileira de Diabetes, que além de informar e ajudar na parte clínica, ainda dão apoio na parte emocional e esclarecimento sobre a doença.

Não precisa ser um gênio ou pesquisar na Wikipédia para ter a percepção de que a doença é grave e necessidade de muitos cuidados, não é mesmo?

Há vários artigos científicos online a respeito desta doença para download em pdf.

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